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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

À margem dos padrões de beleza

Tudo que foge dos "padrões de normalidade" estabelecidos pela sociedade, geralmente é discriminado, ficando à margem dela. Acontece assim com os deficientes físicos, com as pessoas com doenças mentais e com todos os que fogem dos estereótipos de beleza como gordos, anões, magros, altos, baixos, carecas, cabeludos, brancos, negros, etc..etc.. 

Essas pessoas à margem dos padrões de beleza sofrem preconceito em suas vidas pessoal, profissional, social e afetivas. Aqueles que sofrem de gordofobia, em especial, são vítimas diárias de uma violência velada que vai desde não encontrar uma roupa do seu tamanho em uma loja até a de ter seus direitos de ir e vir desrespeitados. Também sofrem violência ao ser ridicularizados, ao sofrer bullying. 

Mas a luta contra a gordofobia não é apenas sobre moda e autoestima. É – também – sobre promover leis antidiscriminatórias; gerar debates em escolas; incentivar a representatividade positiva na mídia. É romper preconceitos e barreiras e mostrar que o excesso de peso não define o caráter e nem faz ninguém menor ou pior. Muito pelo contrário. 

Pensando nesse tema tão relevante porém tão pouco discutido, a Editora Se Liga criou um edital para promover a sua segunda Antologia Gordes! Desta vez, falando sobre a gordofobia. A intenção nesta Antologia é criar um espaço seguro para que gordes reivindiquem o protagonismo e celebrem os seus corpos.  

É claro que eu não poderia ficar de fora deste edital. Afinal, não gosto e nunca gostei de estereótipos. Não acredito num padrão de beleza e, muito menos, em um padrão de normalidade. Somos o que somos, carregamos nossos traços, nossa personalidade e é isso o que nos define. Não é o meu tipo de cabelo, a minha cor da pele, o meu peso ou a minha altura. Nada disso tem importância ou relevância. O que importa é o que somos por dentro. O legado que deixamos ao mundo e aos nossos filhos. Os valores que construímos ao longo da vida e as experiências que vamos adquirindo dela. No fim da jornada, somos todos iguais. Então está mais do que na hora de enxergar o outro como a si mesmo. 

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sábado, 28 de novembro de 2015

Vida de Escritor(a): A arte da criação dos personagens



Nossos livros favoritos nos fazem suspirar com seus personagens, não? Ou então, ficar com a respiração em suspense, no desenrolar da cena. Às vezes, até raiva deles sentimos.
Mas...
Você já parou para pensar como surgiram os personagens daquele seu livro favorito?
Porque aquele determinado personagem tem aquela característica ou personalidade?
Eu já... E não cheguei a conclusão alguma... Rssss
Estou escrevendo o meu primeiro livro e há a criação de um ou outro, mas na maioria dos casos, os personagens “surgem” durante a escrita. Vou criando cenários e acontecimentos e os personagens vão aparecendo, se apresentando.
Com o tempo vou “conhecendo” suas características físicas, personalidade e quem é quem neste meu imaginário.
Às vezes até tenho que voltar alguns capítulos para modificar algo já escrito para que se encaixe na cena que está se desenrolando no capitulo que estou escrevendo.
Enfim...
De qualquer modo, todo escritor possui uma maneira de colocar no papel o que quer dizer.

E você? Como faz isso?
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