quinta-feira, 1 de maio de 2014

Conto - Uma Vida para ser Vivida!



Não só de livros vive uma leitora!
De escrever alguns textos, também!
Espero que gostem!

Uma Vida para ser Vivida!
Era uma sina passada de mãe para filha.
Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer, morrer e sofrer sempre!
Maria não via alternativas para não seguir esta sina...
Aos 16 anos começou a trabalhar numa confecção para ajudar em casa. Foi com muito sacrifício que terminou o 2º Grau. Seu sonho de fazer faculdade de Moda não pôde ser realizado. Era caro, e longe, e tinha que ajudar seus pais em casa...
Aos 18 anos conheceu Pedro. Namoraram e casaram. Depois, vieram os filhos.
Sua vida se reduziu ao seu casamento, sua casa, seus filhos e seu trabalho. Seus sonhos ficaram adormecidos, esquecidos. Não havia espaço para eles.
Mas Deus não abandona seus filhos.
Certo dia, seu marido lhe disse que não a queria mais naquela casa. Que ela e os filhos fossem embora. Para ele, não importava para onde iriam, mas ali, não ficariam mais! Arranjara outra mulher!
Maria perdera seu chão. Arrasada, voltou para a casa de sua mãe viúva. Aquela vida, apesar das mazelas, a única que conhecera até então, não existia mais. Teria que sustentar ela e seus filhos. Sua mãe fazia o melhor, mas mesmo assim, era pouco. O que sua mãe recebia mal dava para seus gastos.
Dia após dia. Noite após noite. Maria trabalhava sem parar. Seus filhos precisavam estudar! Não iriam padecer nessa vida como ela.
Maria estava no fundo do poço. Mas algo aconteceu! Ela descobriu que o fundo do poço era firme e que podia usá-lo para subir! Se redescobriu! Viu que tinha valor! Era e podia ser mais e melhor!
Isso aconteceu depois que o Patrão de Maria lhe ofereceu um curso de aperfeiçoamento. Ele disse à Maria que “devido ao seu empenho, vou lhe pagar um curso para que você aprenda técnicas novas e que possa passar este conhecimento para suas colegas de trabalho”.
E lá foi Maria!
Um novo mundo lhe foi apresentado! Descobriu o prazer pela leitura. Aprendeu o valor do estudo. E uma nova mulher estava se formando! Uma nova vida surgia! Que lhe traria muita felicidade para ela, para seus filhos e sua mãe!
Com o tempo, Maria foi crescendo na empresa. A medida em que a confecção, onde trabalhava, ganhava mercado, sua posição nela iria crescendo. De costureira passou à assistente, depois, foi supervisora. Era querida por todos e ajudava todas as costureiras que queriam, como ela, estudar.
Seus filhos também foram trabalhar aos 16 anos. Mas com a diferença que eles viam, em seu futuro, uma faculdade para conquistar seus sonhos.
Para Maria, seus filhos eram o seu orgulho. Conseguira quebrar a triste sina que vinha em sua família: trabalhar muito, ganhar pouco e não ter sonhos. Só sobreviver.
O que Maria não poderia imaginar, é que, apesar das dificuldades iniciais, soube tirar proveito do que a vida lhe apresentou. Enquanto Pedro continua em seu mundinho.

Janaína Schüssler

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Os livros de Agatha Christie

Sempre gostei dos livros de Agatha Christie.
E quando vi o box que a Editora Nova Fronteira lançou, não consegui me conter e tive que comprá-lo. Mesmo tendo os CINCO livros do Game Of Thrones para ler...
Leio Agatha Christie desde muito nova. Antes dos 15 anos, se não me engano...
Isso graças ao Circulo do Livro que meu pai comprava os livros.
Agatha Christie e Sidney Sheldon me marcaram muito minha vida de leitora.

Ler estes três livros me fazem muito feliz!
Ainda estou no primeiro... Mas logo termino os outros dois... rssss
Segue abaixo uma sinopse dos livros.







Assassinato No Expresso Do Oriente.
Sinopse: Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.








Cai o Pano.
Sinopse: O Detetive Hercule Poirot, já aposentado, volta com seu amigo capitão Arthur Hastings ao cenário da primeira investigação em que trabalhavam juntos: a mansão Styles, agora transformada em hotel. Também hospedado na antiga propriedade está um misterioso assassino, responsável por cinco crimes sem relacão aparente entre si. O extraordinário talento de Poirot para desvendar o intricado processo de mentes criminosas o leva a crer que um sexto assassinato será cometido. Mas quem será a Vítima?

O Natal de Poirot
.
Sinopse: O multimilionário Simeon Lee convida os membros de sua família para passar o Natal em sua propriedade. Este fato é visto com desconfiança por vários parentes, porque Simeon nunca deu provas de que se importasse com eles. Foram convidados, inclusive, Harry, uma espécie de ovelha negra, e Pilar, uma neta que ninguém conhecia. Na verdade, o objetivo de Simeon é desenvolver um jogo sádico com seus familiares. Porém, um convidado inesperado bate à porta: a Morte.


Deus!

Hoje vou falar sobre Deus!
Outro dia eu li uma definição de Deus que achei muito bacana!

Posso considerar como uma "resposta" para aqueles que acham que Deus é severo e que nos faz sofrer "sem razão".

Não lembro onde eu a li, mas a história era mais ou menos assim:

Havia um filho cujo pai tinha um carro antigo e clássico. Este carro era muito importante para o pai, pois fora de seu pai.
O filho sempre insistia para que o pai deixasse ele dar uma volta com o carro.
Um dia, o pai deixou e o filho foi passear com o carro que fora do avô.
Mas o filho foi descuidado e acabou batendo com o carro contra o muro de uma casa e destruiu o muro, o jardim e o carro do avô!
Muito triste e desolado, o filho, ao encontrar o pai, se ajoelhou e rogou seu perdão.
O pai disse que lhe perdoava, para o espanto do filho. "Porém," disse o pai, "você terá que reparar seus erros
consertando o muro, o jardim e o carro que fora de seu avô, deixando-os como se fora novo."

 

Deus é assim: sempre teremos o Seu perdão, mas também devemos consertar o que "estragamos".
Temos que assumir nossas responsabilidades diante de nossas atitudes.
Podemos fazer tudo o que quisermos, desde que aceitamos a responsabilidade!

Logo é feriado por aqui.
Dia do Trabalhador!

Aproveitem bem seu dia!
Janaína Schussler

domingo, 30 de março de 2014

A Vontade de Deus



Recebi esta mensagem no Centro Espírita Caminhos de Luz - Pedreira/SP/Brasil
E achei-a incrível e senti que seria bom compartilhar com vocês!
Abraços fraternos
Janaina Schussler


A chuva caiu forte. Todo o povoado comentava que era vontade de Deus.

E, como de outras vezes já ocorrera, o enorme tronco de uma figueira se atravessou na estrada, despencando do morro, e deixou totalmente isolada aquela comunidade.

Pedras se deslocaram, rolando morro abaixo. A enxurrada varria as ruas, com violência.

Enquanto cada um lamentava e entrava em sua casa para racionar a comida para os próximos dias, o menino da casa de flores amarelas saiu em disparada para o meio do mato.

Não lhe importava a chuva que continuava caindo, embora menos intensa. Habitualmente, era ali, debaixo da copa das árvores, que ele dialogava com seu anjo, da mesma forma que o fazia, à noite, em suas orações, antes de dormir.

Meio sem jeito, Pedro perguntou o motivo daquela chuva, daquele tronco, tudo de novo, como de outras vezes passadas. Seus pais estavam cansados daquilo, seus amigos também.

Mas o anjo confirmou: Foi Deus mesmo quem mandou a chuva.

Aquilo incomodou o garoto. Ele saiu dali e foi em direção ao tronco. Atirou-se na lama e se pôs a empurrar a enorme figueira tombada.

Os mais velhos esbravejavam, cada um em sua porta. E diziam da inutilidade daquilo. O anjo ficou à frente do seu pupilo e o incentivou: Você consegue. Não pare. Continue.

Com os braços tremendo e as mãos arranhadas, alguns minutos depois, Pedro olhou para o lado. Todas as crianças da vila haviam se juntado a ele e empurravam.

Enquanto faziam força, riam dos seus escorregões, da lama em seus corpos, da cara suja. E brincavam, deixando que a chuva lhes lavasse as manchas da roupa. Empenhavam-se como irmãos.

Com o insucesso de retirar os filhos do tronco deitado, as mães e as avós resolveram participar da fantasia dos meninos. Logo, os homens se mobilizaram.

Largaram seus copos de café, que esquentavam seus corpos, e se colocaram à disposição do que consideravam uma causa perdida, uns em respeito às suas esposas, outros pelos seus filhos.

Depois de muito esforço, conseguiram deslocar a figueira para o lado. O caminho estava livre.

A seguir, providenciaram a retirada das grandes pedras do meio das ruas.

Aqueles momentos conectaram para sempre aquela gente. As faltas foram perdoadas, as desculpas foram aceitas.

Eram todos companheiros, empenhados num único propósito.

A discórdia deu lugar à união, o desespero à esperança, a tristeza à alegria, as trevas à luz e a dúvida à fé.

Finalmente, a comunidade havia entendido a vontade de Deus. Ele mandara a chuva, que desencadeara o episódio da derrubada da figueira e o deslocamento das grandes pedras.

Contudo, a união de todos, o esforço conjugado, resolvera a dificuldade.

Pedro descansava na lama, agora, enquanto sentia o afago de seus pais.

E todos haviam aprendido que o êxito é uma bênção de forças conjugadas da natureza, enquanto a força é ato, que significa compromisso no bem ou no mal, é a palavra que edifica ou destrói.

A oportunidade é a nossa porta de luz, no sagrado momento que passa.



por Redação do Momento Espírita, com base no artigo A vontade de Deus e A figueira do caminho, da Revista Cultura Espírita, de janeiro.2014, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, Rio de Janeiro; nos verbetes Êxito, Força e Oportunidade, do livro Dicionário da alma, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4088&stat=0

domingo, 23 de março de 2014